Carta de Rodrigo Moda aos meus amigos me desculpando e manifestando o que eu penso sobre o destino do nosso pais amanhã, sem defender este ou aquele partido.
Tenho 34 anos, sou militante político há quase 20 anos e assim como todos os brasileiros, só percebi agora, faltando exatos 7 horas para o início das eleições que orientarão nossos próximos 4 anos, como todos nós, defensores de qualquer um dos dois partidos que estão concorrendo, fomos humilhados e inferiorizados por ambos candidatos. Chegamos cometer loucuras, cada um defendendo suas ideologias, não pelo bem da nação, mas sim baseados no individualismo.
Em junho de 2013, milhares de pessoas foram às ruas protestar contra o aumento das tarifas de ônibus. Houve manifestações em diversas cidades brasileiras e inclusive entre os brasileiros que moram no exterior. Naquele momento, o povo não gritava apenas por 20 centavos. Conforme o movimento ia crescendo, outras reivindicações foram acrescentadas como o fim da corrupção, repúdio aos gastos públicos e melhora nos serviços públicos como saúde e educação. Um dos temas mais polêmicos do movimento, e que gerou grande discussão e críticas, foi o apartidarismo ou antipartidarismo, ou seja, um repúdio à presença de partidos políticos no meio do movimento.
Tais heróis que foram às ruas deixaram claro que não estavam mais lutando por este ou aquele partido político, não estavam lá em nome de nenhum dos P's (partidos). Estavam lá lutando pela coletividade, pelo bem de todos, pelo bem da nação. Amados, PT e PSDB, foram espertos. E muito espertos. Ambos são mais sujos que pau de galinheiro. Ambos são podres, cada qual fazendo jus à seus méritos e atos corruptos.
Diante disto, se os brasileiros respondessem nas urnas o que às ruas clamavam naquele momento, nem um, nem o outro estaria apto para governar os próximos 4 anos. Nenhum dos dois respondiam àqueles manifestantes seus anseios e suas expectativas. A partir de então, foi mais fácil gerar no nosso coração o ódio, a raiva e a ira. Jogaram-nos uns contra os outros. Enquanto brigávamos, esquecemos o que fomos e queríamos em 2013 e, amanhã a partir das 8 horas, iremos às urnas votar naquilo que mais achamos ser parecidos à nós. Cada qual tomou lado daquilo que, ao se olhar no espelho, acreditou ser mais próximo a si, esquecendo-se da coletividade, esquecendo-se de que somos um único país, do Oiapoque ao Chui, uma só nação, um só povo que deveria estar unido num único ideal: o bem comum. Conseguiram disseminar o ódio entre Norte e Sul e ricos contra pobres. Amanhã, os números 13 ou 45 não estarão representando este ou aquele partido... seja qual for o número digitado, do 0 ao infinito, estaremos digitando nosso número individual. Todos somos candidatos amanhã. Não estaremos votando nem em Dilma, nem em Aécio... mas estaremos votando em cada um de nós... fazendo aparecer na foto o nosso rosto... rosto este que não fomos capazes de identificar a cor... pois enquanto brigávamos diante de nossos egoísmos, fomos incapazes de lembrarmos das cores verde, amarelo, azul e branco... quatro cores que representam toda a nação brasileira, e não um partido. Deus salve o Brasil.
Comentários
Postar um comentário